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Política ELEIÇÕES EM MT

Prefeitos desafiam orientação partidária e ampliam disputa pelo governo de MT

Apoios a Pivetta provocam reação dentro do PL, mas gestores defendem autonomia para definir seus palanques

14/09/2026 09h21
Por: Redação Veja MT
Prefeitos desafiam orientação partidária e ampliam disputa pelo governo de MT

A corrida pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (14) com o aumento da tensão entre o comando estadual do PL e prefeitos da legenda que decidiram apoiar a candidatura à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

A direção do partido vem cobrando maior alinhamento dos gestores com a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás. A reação ocorre após uma sequência de prefeitos do PL declarar apoio a Pivetta, movimento que expôs divergências internas na sigla e passou a ser tratado como um dos principais pontos de tensão da eleição estadual.

Entre os casos que ganharam repercussão está o do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, que deixou o PL após declarar apoio a Pivetta. Outros gestores também manifestaram preferência pelo atual governador, mesmo pertencendo a partidos que possuem candidatos ou alianças diferentes na disputa estadual.

A situação coloca em discussão até que ponto uma legenda pode exigir dos prefeitos fidelidade à candidatura majoritária definida pelo partido. Embora a direção partidária tenha legitimidade para estabelecer suas estratégias eleitorais, os gestores municipais também possuem compromissos políticos próprios e precisam considerar as características de seus municípios, suas alianças locais e os interesses de suas administrações.

Pivetta, por sua vez, afirma que não tem pressionado prefeitos para obter apoio e sustenta que as adesões ocorrem por iniciativa dos próprios gestores. O governador também já declarou que pretende manter as portas do Republicanos abertas para prefeitos que decidirem deixar o PL.

O embate ocorre em um cenário de disputa acirrada. Pesquisa AtlasIntel divulgada na última semana aponta Wellington Fagundes com 40,4% e Pivetta com 36,9% em um eventual segundo turno, dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Com a eleição se aproximando, a movimentação dos prefeitos deve continuar sendo um dos fatores relevantes da disputa em Mato Grosso. Mais do que uma simples disputa interna de partidos, o episódio evidencia a tentativa de cada grupo político de ampliar alianças municipais e consolidar força eleitoral em diferentes regiões do Estado.

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