A menos de um mês do primeiro turno, a candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado voltou a perder um nome na chapa. Desta vez, quem saiu foi o vereador Ibrahim Zaher (MDB), de Rondonópolis, que ocupava a segunda suplência. O anúncio foi feito por ele nesta quinta-feira (10).
O motivo, conforme o vereador, é agenda: ele já havia se comprometido a comandar as campanhas de reeleição do deputado estadual Nininho e do deputado federal Fábio Garcia, tarefa que, com a corrida eleitoral na reta final, passou a consumir tempo integral. A avaliação é que não daria para acumular as duas frentes.
Zaher faz questão de dizer que não há ruído com a candidata. Ele afirma que avisou Janaina com antecedência, que o combinado sempre foi esse e que continua na campanha dela em Rondonópolis, agora sem o cargo formal. Antes de sair, ajudou a montar a estrutura local, incluindo o comitê aberto no feriado de 7 de setembro.
Vereador de segundo mandato, empresário e administrador, ele entrou na política em 2012 e comandou a Câmara municipal entre 2013 e 2014. Sua entrada na chapa em agosto tinha o objetivo declarado de dar peso à região sul do Estado na composição majoritária.
Duas saídas em menos de um mês
Ibrahim é a segunda baixa da chapa. A primeira foi a delegada aposentada Ana Cristina Feldner, escolhida no começo de agosto para a primeira suplência e trocada no dia 15 pelo produtor rural Aluizo Lima (PRD), já no encerramento do prazo de registro na Justiça Eleitoral.
Na época, Feldner tratou o assunto como algo resolvido e negou atrito. A versão mudou nesta quarta-feira (9): em vídeo publicado nas redes sociais, ela cobrou a forma como foi retirada, disse não ter havido conversa prévia e sugeriu que o episódio pode configurar violência política de gênero.
A candidata respondeu que a indicação da delegada sempre teve caráter provisório e admitiu que a chapa ainda pode mudar, um dos suplentes deve ser substituído. Nos bastidores, o empresário Rafael Yamada Torres aparece como possível nome para uma das vagas.
Resultado: a composição aprovada em convenção pelo MDB não sobreviveu intacta ao registro nem à pré-campanha. A eleição é no dia 4 de outubro.
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